
A história começou quando seus pais o inscreveram em um projeto de iniciação esportiva, chamado Projeto Criança, aonde, desde então, o garoto de apenas 10 anos de idade na época pode praticar as mais diversas atividades físicas. Até ser descoberto inicialmente na natação, quando seu primeiro técnico, o instrutor Fernando Fila, o colocou na natação competitiva, em que ficou por pouco mais de um ano. Depois disto, o projeto teve que passar por uma restruturação e seu antigo técnico teve que mudar de clube. Reinaldo foi junto e desde então passou a se dedicar somente a natação e aos estudos, com sessões de treinos que variavam de quatro a cinco vezes por semana.
No ano de 1999, o clube no qual Reinaldo treinava se uniu à equipe adversária da cidade, comandada pelo conhecido treinador de triathlon Antonio Carlos do Amaral, o Calí. Por sua vez, o técnico organizava uma prova de aquathlon (natação + corrida) no Sesc de São Carlos e como de costume colocou todos seus alunos para participar. Colucci foi lá e ganhou a disputa, passando a ficar sob os olhares atentos do técnico Calí. Nascia então uma parceria de sucesso que dura até os dias de hoje.
Hoje com 25 anos, o melhor triatleta do país se divide entre os treinos e competições e a difícil função de ser pai, como ele mesmo diz. “O difícil torna-se prazeiroso, pois o pouco tempo que tenho para ficar com a Luana e a Mari (esposa) acaba sendo muito especial”, falou Colucci, que é casado com a ex-triatleta olímpica Mariana Ohata e juntos tiveram uma filha chamada Luana, há pouco mais de um mês.
O atleta do ano pelo COB
O ano de 2010 foi definitivamente o melhor da carreira do atleta. Mesmo não obtendo sucesso no Ironman Brasil e não disputando o mundial de Ironman realizado na ilha de Kona, Havaí, o jovem triatleta quebrou um jejum que duravam 12 anos.
Desde 1998 que um brasileiro não vencia uma etapa de Copa do Mundo da ITU (International Triathlon Union – os únicos brasileiros a vencerem uma etapa destas foram Leandro Macedo e Alexandre Manzan) e Reinaldo venceu a etapa da Hungria neste ano. Outras vitórias importantes como o Ironman 70.3 de Pucon, com direito a quebra de recorde, as duas etapas do Pan American Cup (México e Equador) e inúmeros outros pódios e conquistas o fizeram merecedor de ter sido eleito o atleta do ano pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), com entrega do troféu na noite desta última segunda-feira (21/12), no Rio de Janeiro.
O COB premiou 47 categorias premiadas, todas modalidades olímpicas, que foram julgadas e avaliadas por um juri composto por jornalistas, dirigentes, ex atletas e personalidades do esporte, tudo isso com peso de 50% ao final da eleição, os outros 50% restantes foram por meio de votação pela Internet.
Fonte: site ativo.com


